Num final de semana cheio de possibilidades e com a lista das apresentações que eu gostaria de ver no Intercon 2009 num arquivo txt qualquer, eu acabei acompanhando o evento pelo Twitter e, posteriormente, nos blogs que listo abaixo:
Ainda reverbera a experiência do Intercon 2008 com apresentações simultâneas no mesmo palco. A mesma sensação que pude vivenciar novamente, horas depois da edição desse ano, no Planeta Terra, festival musical que aconteceu no Playcenter. Ao invés de nerds e visionários dividindo o mesmo palco com assuntos diferentes e complementares, todos os tipos de rótulos, inclusive os nerds, se divertindo como crianças. De forma visceral com Iggy Pop no palco, na chuva com Sonic Youth, dando cambalhotas na montanha russa enquanto The Tings Tings agitava no palco ao lado ou, simplesmente, brincando de carrinho bate-bate no escuro, com strobo, luz negra e som no talo com um bando de marmanjos.
Mashup de sensações. De que vale misturar todas as possibilidades pois, quando o caminho é largo cabem todos de braços dados e, quando os caminhos são muitos, da para nos dividirmos e compartilharmos. Vide o post do Bruno e o post do Jefferson aqui no blog, estes sim, no Intercon 2009
O fotógrafo Gjom Mili da Life visitou Picasso e lhe mostrou algumas fotos de patinadores com luzes presas em seus patins. Daí a idéia e os experimento dos dois com Light Painting, em 1949.
Mais fotos no site da Life.
Que o ano esta cheio de feriados no meio da semana é fato, se adaptar a eles é outra história. Numa sequência com dois de sexta intercalados por um de quinta, o bom senso e os compromissos ditaram as regras, trabalhamos na sexta da emenda e, óbvio, não morremos.
O mesmo bom senso dita que um feriado assim, no meio do ano e com os compromissos em dia, pede pra ser emendado. Emendamos a sexta e produzimos a beça. Não tão somente pela folga de 4 dias. Acontece que o Bruno enquanto anunciava seus planos pros dias de ócio, aceitou a proposta do Jefferson: – Me ensina a programar que eu te ensino a desenhar? Eureka! Noções básicas, lógico. Nada melhor numa equipe multidisciplinar. Como exercício criativo ficou a proposta de fazermos, cada qual a sua maneira e técnica, uma representação sobre o tema/palavra Lampejos. Veja os resultados em nosso Flickr.
E daí que um primeiro passo dá início a um novo caminho.
Acreditamos que um primeiro site pode ser o seu cartão de visita sempre presente, com grande capacidade de informação como um catálogo de produtos e suas especificações, um canal de contato, um mapa de localização traçando rotas e uma explicação sobre o perfil, a proposta e o diferencial da empresa.
Esta pergunta foi feita pelo Roberto Camargo em um artigo no seu blog e publicado no iMasters.
Mas o ponto chave do seu artigo, e que vem à primeira impressão como controvérsia a nossa posição, é o que realmente torna interessante a presença de uma empresa na internet.
“Site institucional? Falar sobre a missão da empresa e sobre história da empresa? bahhh!“… “Site institucional bonitinho não serve para negócios“.
Bahhh! em partes. Um site institucional é um bom começo para apresentar e habituar o cliente em seu novo território e suas possibilidades, a primeira etapa de uma estratégia em comunicação digital bem planejada prevendo ações que possibilitem a presença online da empresa revertida em negócios.
A presença online garante movimentação constante em prol da comunicação, de uma experiência profunda com a marca e o que ela representa, de um atuar junto ao consumidor, parte integrante e fundamental no ambiente interativo.
“Não ache que Orkut e MSN são usados apenas para brincadeira na InterNET, você vai se surpreender quando começar a usá-los profissionalmente.”
E assim alinhamos nossos pontos de vista e mostramos na prática a validação da teoria com excelentes resultados:
Idéias que valem a pena espalhar. Uma proposta para o TED brasileiro, 25 anos após a conferência que acontece na Califórnia com o tema “Ideas Worth Spreading”.
O EPICENTRO será transmitido ao vivo pela Aulavox e todas as palestras serão gravadas em vídeo e disponibilizadas no site do evento.
Abaixo uma apresentação legendada do canal TEDTalks legendando, já citado aqui no blog, com a neurocientista Jill Taylor relatando seu próprio derrame. Para mim, a melhor apresentação do TED.
E fica a pergunta final da apresentação.
A versão original sem legendas vc vê aqui.
Hoje o @rafaamaral enviou o trailer do documentário Criança, a alma do negócio, excelente título para tratar sobre a orientação da comunicação ao público infantil.
A um tempo eu tive o prazer de ser consultado sobre um trabalho para o público infantil. Essa conversa me abriu novos horizontes com a pesquisa sobre relacionamento e interfaces para esse público.
Como no trecho do trailer que exemplifica a diferença existente na relação da criança com a boneca nos dias de hoje, o trato da comunicação interativa acontece num campo totalmente novo e com novos modelos de diálogos, avatares e relações construídas num ambiente lúdico, onde a criança esta inserida desde sempre.
Devaneios a parte recordados pelo trailer, relacionei tudo isso com o dia de hoje, dia do palhaço. A única extinção favorável aos animais é nos picadeiros. E os palhaços? Estarão extintos caso não se reinventem? Afinal, maquiagem borra e sai com água enquanto a alma prevalece.
No início do evento uma frase de Adrian Ho presente no livro Age of Conversation 2 ilustrava o telão de abertura: “A indústria da comunicação não foi criada para gerar interação”. Agora ele entrava em cena para falar sobre fracasso, citando cases para a United Airlines e Sony. Cases de campanhas que fracassaram pois a publicidade, ao seu ver, limitou a estratégia. Dai pra frente destilou o aprendizado consequente do erro.
O mesmo, comprovado na prática, como aprenderam os planners organizadores do evento. Uma linha de raciocínio e experiências diversas conduziu todas as apresentações dentro de um tema comum. História bem contada. Começo, meio e fim pra alertar que o rei esta morto. Assim como a televisão não acabou com o rádio e nem a internet com a televisão, as novas mídias não acabarão com as mídias tradicionais, só não podemos enquanto comunicadores/publicitários continuarmos abrindo a mesma cauda de sempre apoiados em jargões e conceitos no discurso. Repito aqui o princípio básico do Cluetrain dizendo que “mercados são conversações. Seus membros se comunicam em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. Quer seja explicando ou reclamando, brincando ou séria, a voz humana é genuína. Ela não pode ser falsificada.”
E finalizo com aquela que, para mim, é a grande máxima do manifesto. Uma síntese de toda sua essência que diz “hiperlinks subvertem hierarquias”
Aconteceram algumas apresentações simultâneas das quais pude ver o Zamboni da Santa Clara com o tema “Que diálogo que nada! A armadilha do conceito Brand Dialogue” falando sobre as possibilidades da comunicação verbal e não verbal e o Daniel de Tomazzo da JWT sobre Storyplanning.
De volta pra o teatro era a vez da dupla Allotoni e Azaghal do Jovem Nerd. A essência de toda a teoria aplicada até o momento e o resultado na prática de toda a simulação buscada pelas agências em suas campanhas digitais. Sabe quando você não consegue explicar algo porque este algo flui? Pois bem, pra eles é assim, tudo muito natural, como num Nerdcast, o podcast que eles produzem com 15.000 downloads semanal, como num ARG criado ao acaso envolvendo toda a comunidade do Jovem Nerd, como o poder de mobilidade nacional num Flashmob para o filme 300 e, principalmente, por saber ouvir. A potência da comunicação de nicho.
Na sequência veio o Fred Gelli, da Tátil Design, que levou todos numa viagem pela natureza e mostrou na prática o enfoque de ajuste do ponto de vista para o mundo, o poder da comunicação não-verbal e, principalmente, sobre existir de forma relevante com alto poder sensorial e baixo impacto natural. Todos ganham.
Marcelo Tas, como bom ser midiático/conectado/interativo (pois não vale apenas conectar, tem que interagir/contribuir) colocou empresas e indivíduos no mesmo barco, exaltou a publicação de conteúdos relevantes e pediu para não subestimarmos a inteligência dos consumidores.
Gareth Kay reforçou essa mensagem e chutou o balde: “It’s time to be radical” em uma relação estrita com o return to the source. É preciso ter um ponto de vista de mundo ao invés de uma posição da categoria e ter uma missão social ao invés de uma proposta comercial. Existe um desgaste na mídia social devido ao seu uso sem planejamento e ponto. É preciso ter idéias sociais para ser relevante nesse meio, afinal, “as pessoas não estão preocupadas com as marcas, como pensa o gerente de comunicação, elas estão preocupadas com o placar do jogo, com os amigos, família…”
Na comparação entre o onde estávamos e para onde estamos indo, ele usou a metáfora de um pavão e um bluebird. O primeiro com sua cauda pronta para ser aberta e a fêmea conquistada, característica da espécie associada a departamentos de criação arcaico. O segundo criando para cada conquista um ambiente propício para essa atração. Num paralelo ele mostrou o trabalho (RED)Wire, uma revista digital de conteúdo pago com uma interface denominada “origami” que possibilita uma nova maneira de visualização do conteúdo e eu realço aqui a diferença dessa interface com a simulação de uma revista folheada num ambiente interativo, x y z, sabe?