Comecei a fazer estágio na Lampejos em abril, um mês após a agência completar quatro anos, sendo minha primeira experiência na área de comunicação digital.
A primeira vez que entrei na agência me senti em casa. Enquanto o Fábio explicava o que fazer, minha função e atividades, ao mesmo tempo eu me assustava e me encantava. Era tudo novidade, queria absorver toda aquela informação e colocá-la em prática. A cada texto feito, cada divulgação e atualização de sites era um frio na barriga. A cada acerto uma batalha vencida. Afinal, estamos falando de um serviço feito em rede, com tudo acontecendo ao mesmo tempo e de forma participativa, o que torna essa função interativa muito prazerosa.
Como citei, entrei na agência no mês de comemoração dos quatro anos. Não poderia ter entrado em época melhor. Pois, no meu primeiro dia de trabalho, fui informada que iríamos comemorar estes quatro anos no Hopi Hari, o #hopihariday
Chegou o dia combinado, estávamos todos ansiosos esperando o momento, mochila nas costa e prontos, quando é lançada a notícia: “Acabo de ver no site que o parque não abre hoje”. Ah não! E não era brincadeira. Foi confirmada a informação pelo telefone sobre um erro no site e a data, antes disponível, não estava mais aberta ao público e, como prêmio de consolação, rolou um Mac. Quase um Hopi Hari, não é mesmo?!
Quem cogitou que desistimos da ideia, se enganou. Esperamos exatos 30 dias e lá fomos nós, comemorar os 4 anos e 1 mês da Lampejos.
No caminho de volta ganhei dois presentões do chefe, que me apresentou Luis Tatit e Itamar Assumpção, após alguns quilômetros de papo, acertando em cheio o meu gosto musical. Não tinha como finalizar o dia da melhor forma. Eu, como estagiária, só posso dizer que me dei bem com toda a Lampejos e que trabalhar é preciso e prazeroso, mas se divertir é necessário.
O primeiro Encontros Fora do Eixo foi um sucesso e a oportunidade de conhecer pessoas que até então eu conhecia apenas pelos seus avatares, foi melhor ainda. Se não bastasse, fui convidado a falar sobre o tema A realidade fora do eixo: a visão das agências, junto com o Rafael Duarte (@rafaduarte) e o Cláudio Coelho, presidente da APADI (Associação Paulista das Agências Digitais).
O Carioca (@luizcarioca) não perdeu tempo e gravou minha apresentação em áudio. Como eu tive a (in)feliz ideia de fazer uma apresentação com trilha sonora, quando o grave bateu forte a fala ficou comprometida e num grito de ajuda pelo twitter, o Micael (@micaelsilva) estendeu o braço, tratou o áudio e devolveu bem melhor. Valeu Mica, vc é ninja!
Pra saber minha opinião sobre ser uma agência digital fora do eixo, clique aqui para fazer o download do mp3. Em breve, pretendo ajustar o arquivo da apresentação para publicá-lo aqui e no site do encontro. Segue o vídeo da palestra publicado pela organização do evento.
É isso!
Parabéns pela iniciativa do Jean (@cerasoli), Lourenço (@lounatico), Dennis (@denniscs) e por todas as pessoas fora do eixo com quem troquei altas ideias. Que venham os próximos
A Conferência do Grupo de Planejamento 2009 foi foda. Sem dúvida um dos melhores eventos do calendário de comunicação. Ali não apareceu nenhum palestrante que faz o tipo “guru dono da verdade” ou aqueles caras xaropes que se dedicam mais em fazer um “show performático” do que propriamente passar algum conteúdo relevante.
Deu pra sentir que as palestras foram escolhidas a dedo pelos organizadores, com carinho. Todas apresentaram conteúdo relevante que se complementavam a medida que o evento decorria. Mesmo contando com a presença de 580 pessoas, o evento teve um clima muito pessoal e próximo entre os participantes e palestrantes, ao final de cada palestra sempre rolava algumas perguntas bacanas.
// O evento começou com uma palestra compartilhada entre Cesar Vacchiano, Graziela di Giorgio (ambos do Grupo Consultores) e Roberta Rivellino (The Talent Business). Mapearam, com muita competência, o território do planejamento. Apresentaram alguns resultados interessantes de uma pesquisa realizada com empresas brasileiras, que mostrou que os principais critérios para a contratação e seleção de uma agência são:
_ criatividade;
_ exclusividade, ou seja, não atender outras empresas do mesmo setor;
_ transparência no modelo de remuneração.
E os principais motivos para a mudança de agência são:
_ falta de criatividade;
_ problemas de atendimento;
_ falta de entendimento do negócio.
Alguns conceitos que foram apresentados e que merecem destaque:
“Neste cenário a importância de transmitir o valor do planejamento ao cliente pode ser um fator determinante para o sucesso na relação entre agência e cliente”.
“Falta de bons profissionais de planejamento é um fato no Brasil e no mundo”.
“Não dá pra fazer planejamento sem ter conhecimento profundo do meio digital”.
“Planejamento necessita de profundidade, estudo e conhecimento”.
// Na sequência veio Leonardo Ganem, presidente da Som Livre.
Apresentou o histórico da gravadora, erros e acertos, e fez um panorama atual sobre como a Som Livre está se posicionando numa época em que o CD / DVD perde espaço, diariamente, para a pirataria. Hoje, 47% das faixas musicais consumidas são pirateadas via internet.
Qual o valor da indústria da música na atualidade? Essa é a resposta que a Som Livre esta buscando. Minha opinião pessoal, e após assistir a palestra fiquei mais convicto, é de que eles (gravadoras em geral) ainda não compreenderam como reposicionar um modelo de negócio que já foi uma mina de ouro e hoje está fadado ao fracasso.
// A Flávia da Justa, diretora de comunicação Oi, pra mim foi o ápice do evento. Uma aula sobre como aplicar todos os conceitos de planejamento na prática. O case de construção e posicionamento da marca é impecável. O cuidado, e ao mesmo tempo a audácia, com que a Oi se comunica com o mercado é algo pra inspirar muitas agências e clientes. Algumas frases marcantes da Flávia:
“A marca Oi não representa telefonia e sim um estilo de vida”.
“Não fazemos filme institucional. Geralmente esses filmes olham somente pro próprio umbigo e não entregam nada de relevante pro consumidor”.
“Atributos da marca Oi: direta, confiável, inteligente, inovadora, ousada e bem humorada”.
Num mercado disputado como o de telefonia, a Oi consegue se destacar agregando valor a marca com um conceito fantástico que está presente em todo o processo de comunicação da marca – “simples assim, sem enrolação”.
O foco da Oi não está na venda de aparelhos celulares e sim na prestação de serviços. Foram pioneiros no desbloqueio de celular, aliás essa foi a estratégia pra bater de frente com as grandes marcas.
Na entrada no mercado de São Paulo a Oi conseguiu a incrível marca de 1 milhao de chips vendidos em 20 dias. Interessante destacar que metade dos cadastros dos novos chips foram realizados via internet.
// Em seguida foi a vez de Eduardo Tomiya, diretor da BrandAnalytics. Falou sobre retorno de investimento, o famoso ROI. Discorreu sobre a importância de agregar valor a marca e gerar lucro para acionistas.
“A construção de uma marca forte passa necessariamente por: capital humano, capital de relacionamento e capital organizacional”.
“Entregar o que promete é o mínimo para se construir uma marca verdadeira e forte”.
Pra encerrar com chave de ouro disse que o “ROI não é objetivo em si mesmo, o objetivo é otimizar o budget”.
// Depois do almoço veio Pedro Cruz, Vice Presidente de Planejamento da África. A apresentação dele foi, no mínimo, curiosa. Ele leu uma carta direcionada aos participantes. A medida que os assuntos iam sendo abordados, imagens ilustrativas eram publicadas no telão. Foi fantástica a maneira com que ele falou sobre planejamento, de uma maneira apaixonada e sincera.
Acredita, e reforçou isso várias vezes, que o planejamento precisa se aproximar do alto escalão das empresas. Pra ser efetivo o planejamento precisa estar em contato direto com presidente, diretores e conselheiros.
“A razão de ser do planejamento está diretamente ligada a construção de marca”.
“Planejamento tem um papel político e transformador dentro do cliente”.
“Planejamento não é igual pizza, que se entrega daqui a meia hora”. Essa frase deveria estar na porta de entrada das agências
// Gustavo Fortes, sócio fundador da Espalhe, defendeu a idéia de que a comunicação tem que gerar repercussão. O que leva as pessoas falarem sobre determinadas marcas e de outras não? Eis a pergunta chave de um processo de comunicação bacana.
“Toda quebra de paradigma gera repercussão”.
“Consistência na comunicação gera repercussão, por exemplo, logo do Google que é modificado em datas especiais”.
“Fazer mais com menos X fazer mais com o que temos”.
// Ernesto Bologna, fundador da Ethos Desenvolvimento Humano caminhou por um caminho mais filosófico. Psicólogo de formação, discorreu sobre as relações interpessoais.
“Duas pessoas jurídicas só se comunicam através de duas pessoas físicas”.
// Quase no final do evento foi a vez de Luis Paulo Rosenberg, PHD em economia, Vice Presidente de Marketing do Corinthians. O cara é uma figura e, claro, não deixou de provocar os não torcedores do Corinthians que estavam no evento.
Mostrou os bastidores da restruturação do Corinthians. Em 2007, ano do rebaixamento para a segunda divisão, o clube estava em frangalhos e faturou 44 milhões de reais. Em 2009 a receita será de 110 milhões. Esse crescimento significativo se deu, principalmente, apoiado num planejamento estratégico de marketing.
Rosenberg defendeu a idéia de que o marketing do Corinthians é voltado para a torcida e não para o time. Todas as ações são planejadas e executadas em prol da fiel torcida. Contou histórias super engraçadas que animaram a platéia.
“O marketing não faz milagres, o produto faz”.
“O marketing tem que entregar emoção”. Em se tratando de Corinthians essa é a chave principal do sucesso que vem sendo conquistado.
Deixando minha paixão pessoal pelo timão de lado, essa palestra foi sensacional \o/ #VaiCorinthians
// O encerramento ficou por conta do gringo Brad Kay, presidente da SS+K. Esses caras que criaram a estratégia de marketing daquelas pulseiras amarelas de borracha da Nike, “Live Strong”, que percorreram o mundo na luta contra o câncer.
O cara parecia ser legal e interado, durante a palestra fez até uma referência ao caso Geisy / Unibam que aconteceu no Brasil. Falou sobre as forças sociais que impulsionam a comunicação e apresentou algumas referências ao case da eleição do Obama para presidente dos Estados Unidos.
E foi assim. Recomendo, para quem tiver oportunidade e interesse, a edição do GP 2010.
Num final de semana cheio de possibilidades e com a lista das apresentações que eu gostaria de ver no Intercon 2009 num arquivo txt qualquer, eu acabei acompanhando o evento pelo Twitter e, posteriormente, nos blogs que listo abaixo:
Ainda reverbera a experiência do Intercon 2008 com apresentações simultâneas no mesmo palco. A mesma sensação que pude vivenciar novamente, horas depois da edição desse ano, no Planeta Terra, festival musical que aconteceu no Playcenter. Ao invés de nerds e visionários dividindo o mesmo palco com assuntos diferentes e complementares, todos os tipos de rótulos, inclusive os nerds, se divertindo como crianças. De forma visceral com Iggy Pop no palco, na chuva com Sonic Youth, dando cambalhotas na montanha russa enquanto The Tings Tings agitava no palco ao lado ou, simplesmente, brincando de carrinho bate-bate no escuro, com strobo, luz negra e som no talo com um bando de marmanjos.
Mashup de sensações. De que vale misturar todas as possibilidades pois, quando o caminho é largo cabem todos de braços dados e, quando os caminhos são muitos, da para nos dividirmos e compartilharmos. Vide o post do Bruno e o post do Jefferson aqui no blog, estes sim, no Intercon 2009
Dia 7 desse mês estive no InterCon e conheci bastante coisa nova e gostaria de dividir com vocês. =D
Assisti também palestras na área de criação, mas sobre isto quero comentar sóóóó no final do post.
A primeira palestra, que diga-se de passagem eu perdi praticamente inteira, foi sobre Yahoo! Query Language ou se você preferir o acrônimo, YQL. O objetivo deste cara é criar uma interface única para acesso e uso de recursos na web, aquela coisa, invés de ficar estudando APIs e lendo documentação, o desenvolvedor vai direto para a YQL e a utiliza para seus fins macabros.
Eu pessoalmente não vi muito uso nisto de cara, existem muitas bibliotecas para uso de APIs, normalmente o tempo de aprendizado destas bibliotecas é muito pequeno e elas vem com tudo que é necessário para o uso, já o YQL parece ter uma curva de aprendizado um pouco maior e estou meio cético em relação a ela por várias razões. Preciso estudar mais para ter uma opinião formada de verdade. =D
Após isto, um representante da Opera Software mostrou um novo conceito em Web Browsers, para eles, a jogada agora é embutir um web server no browser, achei interessantíssimo este conceito pois com isto não é mais necessário ter um plano de hospedagem para por na web arquivos ou páginas pessoais, você simplesmente acessa o computador da outra pessoa.
Gostaria que o Firefox tivesse algo semelhante. =D
Detalhe, a palestra foi toda em inglês, o cara era indiano e eu a assisti sem fones de ouvido. *–* #orgulhoDoPapai
A terceira palestra, que para mim foi a mais interessante, era de um funcionário do Big Brot…, ops, da IBM e falava sobre o IBM Jazz e sim, eu também achei o nome estranho. O Jazz pelo meu entendimento, é simplesmente uma maneira de gerir equipes “dispersas” que estão usando de metodologias Agile, por exemplo, quando os funcionários de determinada empresa trabalham em casa e não na empresa propriamente dita. O palestrante mostrou uma ferramenta que faz o uso de Jazz, integrando-se com o Eclipse e com o Visual Studio. O mais interessante sobre isso, foi que durante a palestra toda praticamente o rapaz falou sobre Agile, Scrum e outras metodologias de desenvolvimento ageis, só no fim que ele citou o Jazz e as ferramentas da IBM. Mas esta palestra foi tão iluminadora que nós aqui na Lampejos estamos meditando em implementar uma metodologia de desenvolvimento ágil.
Farei uma série de posts sobre este processo de imprementação se tudo correr bem.
A última palestra da área de tecnologia era sobre mobile e a pergunta que o palestrante respondeu era: “Como eu faço um site móvel para minha empresa sem criar dois sites distintos”. Ele citou duas maneiras de fazer isto, ou usando uma ferramenta ou plugins de CMS, mas não achei tão legal esta ferramenta pelo seguinte, ela utiliza o layout do site grande, e normalmente o site mobile precisa de um planejamento maior graças ao tamanho da tela e da largura de banda.
Falando nisso, você conhece o site mobile da Lampejos? Só acessar www.lampejos.com.br de um celular
Sobre a área de criação peço para você lindo leitor ver o post anterior feito pelo Jefferson, digamos que criação não é bem minha praia.
Abaixo vão alguns links sobre os assuntos tratados nas palestras. *–*
O Intercon2009 foi MUITO BOM, não só porque todo mundo está falando isso, mas porque realmente teve um conteúdo excepcional.
Desde a abertura com os caras da colméia (e seu mercham implorando pelos votos no caboré ) até a fantástica apresentação do Luli, o evento todo teve um potencial conceitual inacreditável, poderia ficar dois dias sem comunicação só digerindo o que foi dito lá, mas como isso é impossível, segue abaixo alguns conceitos brevemente explicados que me fizeram pensar.
“Seja o burrão da sala” (Colméia)
Encha a sala de pessoas melhores que você, que tenham mais conhecimentos e habilidades, seja o burrão no meio deles e você com certeza crescerá mais rápido.
“Se algo é legal para você, vai ser legal para outra pessoa também” (Fabio “Abduzeedo” )
Planeje menos e faça mais, priorize o seu conteúdo e se ele for bom vai se espalhar ( Jeff Zeldmam ). Faça seu blog, site ou twitter ter sua personalidade, vale mais 5 posts meia boca do que 1 mega hit, quanto mais posts você tiver mais participantes seu blog terá com isso mais repertórios diferentes irão “brotar” em seu campo de comentários enriquecendo o seu conteúdo e deixando o seu blog/site mais conhecido. E nunca deixe de dar atenção aos usuários, eles é que farão você crescer e ter um bom networking.
Transmedia Story Telling (Mauricio Motta)
Frases como:
“Quem pensa não trepa”, “Toda e qualquer história tem que dizer alguma coisa” e “O que importa é o caminho e não o destino” resumem em síntese o que o Mauricio quis dizer, e creio que nem precisem de explicações.
“A realidade aumentada só vai funcionar quando não precisar mais de pictogramas ou quando for algo tão usual que ninguém precise descriminar onde está sendo usada” (Willian Gibson)
Entre o titulo e as frases “Idéias são o coração do projeto” e “O trabalho é melhor se estiver sobre medida”, Willian dissertou de forma eloqüente e cheia de amor pelas tecnologias novas sobre melhores hábitos de trabalho e a relação “in-office”.
“Aprender fazendo é melhor do que pensar antes de fazer (Jurema)
3 nerds falando de experiências com programação e o modo que eles usam para afastar as pessoas dos teclados e formar uma vida mais interativa, com dispositivos sensoriais que te ligam a sua rede social sem você precisar sair da sua rotina. Detalhe, a Jurema foi apresentada no Intercon2009 antes eles eram o Laboratório.
“A faculdade não ensina a falar com a venda do seu Zé” (Viviane Vilela)
Essa mulher é F***, Viviane falou sobre várias coisas, e explicou como entender o cliente como nenhum professor meu de graduação conseguiu, e o fez com exemplos reais e casos cotidianos como o de uma pessoa que tem capital para montar um negócio mas só quer um negócio que dê lucro “…Se é para ganhar dinheiro então abra uma funerária senhor, mas é claro que uma funerária não faz o seu perfil, ou talvez o senhor deva abrir uma casa de diversão para adultos em Goiânia, mas também não é o seu perfil…” Se você quer mesmo montar um negócio, estude o mercado, e como você conduzira seja lá o que você quiser fazer, e se os estudos se mostrarem coerentes e com probabilidade de lucros, então certamente seu negócio irá lhe render dinheiro.
“Se a primeira versão não foi constrangedora demorou demais” (Márcio Nogueira)
Primeiro arrume a casa depois seja criativo, você deve primeiro construir seu ambiente, fazer tudo o que precisa para ele funcionar e depois ser criativo para alavancar o seu negócio.
“Todo mundo quer melhorar Algo” (Leonardo Naressi)
“Agente erra menos quando o acesso é melhor” (Horácio Soares)
O cara apagou as luzes e nos mostrou como um cego acessa um website, comentou os erros e deu dicas de como podemos melhorar a acessibilidade em vários pontos on e off line. Algumas criticas sobre o porquê não melhoramos algo que é tão precário e está a nossa disposição como o código de barras ou o aterrorizante captcha deixou uma grande tormenta de pensamentos em nossos cérebros – “Forneça algo novo ou algo velho de maneiras diferentes”.
“O nosso trabalho nos define” (Gilberto Jr.)
“Nunca vi um pé de Ipod” e “Redes sociais são parques de diversão”, juntos com um traje hilariante formaram uma apresentação divertida e cheia de deliciosas formas de como trabalhar com apis em redes sociais, e como os donos dessas redes e você lucram com isso.
Luli Radfaher…
“Você não inova sem observar”
“O lado direito do cérebro não presta para nada”
“O Brasil é o país mais rico da África”
“Ter mais não é ser melhor, ter 4 pernas te faz um quadrúpede e não um bípede melhor”
Não tem o que falar da apresentação do Luli, o cara mandou muito bem em todo o conceito, como é difícil definir tanta informação, clique aqui e seja feliz assistindo a apresentação gravada pelo @guanabara.
Gostaria de deixar um alô especial para esse projeto: Uniques types . Um projeto surpreendente onde o intuito é valorizar pessoas e não ajudar discriminadamente um nicho da sociedade.
Bem, entre palestras, conceitos, valores e guitar hero o Intercon2009 foi MUITO bom e você pode ver algumas fotos no flickr da Lampejos
No início do evento uma frase de Adrian Ho presente no livro Age of Conversation 2 ilustrava o telão de abertura: “A indústria da comunicação não foi criada para gerar interação”. Agora ele entrava em cena para falar sobre fracasso, citando cases para a United Airlines e Sony. Cases de campanhas que fracassaram pois a publicidade, ao seu ver, limitou a estratégia. Dai pra frente destilou o aprendizado consequente do erro.
O mesmo, comprovado na prática, como aprenderam os planners organizadores do evento. Uma linha de raciocínio e experiências diversas conduziu todas as apresentações dentro de um tema comum. História bem contada. Começo, meio e fim pra alertar que o rei esta morto. Assim como a televisão não acabou com o rádio e nem a internet com a televisão, as novas mídias não acabarão com as mídias tradicionais, só não podemos enquanto comunicadores/publicitários continuarmos abrindo a mesma cauda de sempre apoiados em jargões e conceitos no discurso. Repito aqui o princípio básico do Cluetrain dizendo que “mercados são conversações. Seus membros se comunicam em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. Quer seja explicando ou reclamando, brincando ou séria, a voz humana é genuína. Ela não pode ser falsificada.”
E finalizo com aquela que, para mim, é a grande máxima do manifesto. Uma síntese de toda sua essência que diz “hiperlinks subvertem hierarquias”
Aconteceram algumas apresentações simultâneas das quais pude ver o Zamboni da Santa Clara com o tema “Que diálogo que nada! A armadilha do conceito Brand Dialogue” falando sobre as possibilidades da comunicação verbal e não verbal e o Daniel de Tomazzo da JWT sobre Storyplanning.
De volta pra o teatro era a vez da dupla Allotoni e Azaghal do Jovem Nerd. A essência de toda a teoria aplicada até o momento e o resultado na prática de toda a simulação buscada pelas agências em suas campanhas digitais. Sabe quando você não consegue explicar algo porque este algo flui? Pois bem, pra eles é assim, tudo muito natural, como num Nerdcast, o podcast que eles produzem com 15.000 downloads semanal, como num ARG criado ao acaso envolvendo toda a comunidade do Jovem Nerd, como o poder de mobilidade nacional num Flashmob para o filme 300 e, principalmente, por saber ouvir. A potência da comunicação de nicho.
Na sequência veio o Fred Gelli, da Tátil Design, que levou todos numa viagem pela natureza e mostrou na prática o enfoque de ajuste do ponto de vista para o mundo, o poder da comunicação não-verbal e, principalmente, sobre existir de forma relevante com alto poder sensorial e baixo impacto natural. Todos ganham.
Marcelo Tas, como bom ser midiático/conectado/interativo (pois não vale apenas conectar, tem que interagir/contribuir) colocou empresas e indivíduos no mesmo barco, exaltou a publicação de conteúdos relevantes e pediu para não subestimarmos a inteligência dos consumidores.
Gareth Kay reforçou essa mensagem e chutou o balde: “It’s time to be radical” em uma relação estrita com o return to the source. É preciso ter um ponto de vista de mundo ao invés de uma posição da categoria e ter uma missão social ao invés de uma proposta comercial. Existe um desgaste na mídia social devido ao seu uso sem planejamento e ponto. É preciso ter idéias sociais para ser relevante nesse meio, afinal, “as pessoas não estão preocupadas com as marcas, como pensa o gerente de comunicação, elas estão preocupadas com o placar do jogo, com os amigos, família…”
Na comparação entre o onde estávamos e para onde estamos indo, ele usou a metáfora de um pavão e um bluebird. O primeiro com sua cauda pronta para ser aberta e a fêmea conquistada, característica da espécie associada a departamentos de criação arcaico. O segundo criando para cada conquista um ambiente propício para essa atração. Num paralelo ele mostrou o trabalho (RED)Wire, uma revista digital de conteúdo pago com uma interface denominada “origami” que possibilita uma nova maneira de visualização do conteúdo e eu realço aqui a diferença dessa interface com a simulação de uma revista folheada num ambiente interativo, x y z, sabe?
Tiago Pinto, diretor de marketing da Nike, falou sobre o posição da empresa e a relação com seus consumidores, sobre provedores de conteúdos relevantes, comunicação de mão dupla, conhecimento na base e os princípios da Nike: Trazer inspiração, educar e dar suporte. Princípios estes que relacionei com os benefícios do capital social, apresentados logo em seguida pelo Marcelo Coutinho, diretor executivo do Ibope Inteligência, que abriu sua apresentação traçando um panorama sobre a detenção da informação pela igreja e o poder da imprensa de Gutenberg na reprodução e distribuição dessa informação, mostrando no passado uma relação similar com os dias de hoje, entre os meios de comunicação de massa e o surgimento de blogs, youtube, podcasts e outros canais de produção e distribuição de conteúdo.
Marcelo provou por A + B o que vemos acontecer com as redes sociais quando elas se popularizam entre os brasileiros. Gostamos de socializar. A média global na leitura de blogs, uso do Orkut e YouTube é de 31% e a média brasileira é de 53%. O número de brasileiros inserindo conteúdo nesses canais é de 68%.
Outra pesquisa foi sobre a confiabilidade de informação sobre empresas e negócios onde, em primeiro lugar, 82% acreditam nas revistas sobre negócios, em segundo lugar com 59% no Wikipedia seguido por blogs, sites, comunidades em redes sociais, youtube… até chegar nos 22% da propaganda tradicional, concluindo que “os meios de comunicação de massa não são mais essenciais como formadores de opinião”. Não da forma como eles vem sendo tratados.
A perda dessa essência é justificada com os princípios necessários para se obter capital social: confiança, comunicação e normas compartilhadas.
Sobre política, Marcelo citou a campanha de Obama e sua atuação em redes sociais, da aplicação de estratégias de games para reconhecimento e prestígio de participações na comunidade, sobre o efeito fliperama e sua atuação em fragmentos de informações gerando mais informações.