Como escolher qual tecnologia utilizar no desenvolvimento de um site? Tecnologia existem aos milhares, umas mais e outras menos conhecidas, cada uma com suas características e finalidades.
Uma analogia cabe neste post. Imagine a seguinte situação: você precisa percorrer uma distância de 40 quilômetros entre a cidade “A“ e a cidade “B“. Qual o meio de transporte mais adequado neste caso? Ônibus, carro, taxi, avião, helicóptero, bicicleta, moto? A resposta mais prudente num primeiro momento seria, depende. Mas depende do que exatamente? Num caso de vida ou morte o helicóptero seria mais adequado. Em uma viagem de lazer talvez o carro seria mais apropriado. Se a estrada for boa e o tempo ajudar, a moto pode ser uma boa opção. Se você for um esportista talvez tenha pensado na bicicleta. Enfim, as variáveis são muitas e merecem ser analisadas uma a uma detalhadamente.
O mesmo pensamento analítico devemos aplicar quando nos deparamos com um projeto de um site para ser desenvolvido. Qual o perfil do cliente? Qual o público-alvo? Qual o objetivo do site? Qual o tamanho do site? Será um site de entretenimento? Será um site de serviço? Um comércio eletrônico? Um site institucional? Um hot-site de apoio a uma estratégia de campanha? As informações deverão ser atualizadas periodicamente?
Após algumas respostas a equipe de profissionais da agência começará a ter uma idéia mais clara se a melhor solução para o projeto será o desenvolvimento de um site HTML, Full-Flash ou híbrido. A partir daí as linguagens a serem utilizadas serão definidas, como por exemplo, PHP, ASP.net, JavaScript, Ruby on Rails, Pearl, Java, C#, VB, Ajax, XML, SQLServer, MySql, Oracle, e por aí vai.
Se o objetivo do site for entreter o usuário e provocar uma experiência de marca o flash se torna ótima opção. Agora, imagina se o site do Google fosse todo full-flash, com animações, loading e transições entre as páginas. Acho melhor nem imaginar!
O ponto principal talvez seja entender que a tecnologia precisa ser utilizada a favor do cliente e não como meio para atender desejos e preferências pessoais de quem se propõe a desenvolver.
A língua não é mais barreira para acessar as discussões sobre conceitos e idéias do TED, que agora tem um canal de vídeos traduzidos para o português no YouTube. De Stephen King ao criador de Lost falando sobre a influência da tecnologia na criatividade e mais, muito mais… Excelente iniciativa. Ideas worth spreading.
Assisti Ensaio sobre a Cegueira e fiquei encantado, entre tantos motivos, com a direção de arte e a criatividade na utilização do branco e de todos os recursos aproveitados para criar sensações. Imagens translúcidas em reflexos, estouros de luz, opacidades e diferentes ângulos colocando o espectador cada vez mais presente naquela realidade seja cegando, como metafora mesmo, incomodando ou desagradando, o que não vem ao caso.
Quase 2 meses da exibição estas cenas ainda ilustram na memória e pintam devaneios sobre possibilidades e caminhos de experimentações estéticas.
Assim como outros fatores do filme cegaram minha imaginação criada pelo livro, estas cenas criaram novos sentidos que agora são realçados pela prévia do jogo The Unfinished Swan, fôlego novo para o formato de tiro em primeira pessoa que eu tinha como saturado após exterminar nazistas no Doom num 386, lembra? Vale realçar que o prazo dessa saturação não vale para a experiência em grupo no Counter Strike, saturado um tempo depois.
The Unfinished Swan é um jogo de tiro em primeira pessoa num formato surreal com cenários monocromáticos e uma arma de paintball no lugar da visão, pois é necessário pintar o ambiente para saber onde se pisa. Um labirinto cego com recursos sinestésicos, diferentes tons sonoros para diferentes tons cromáticos seja para ilustrar a visão (ou tiro, como preferir) ou para configurar o ambiente. Confere abaixo.
O game esta previsto para março de 2009 e eu aguardo na fissura pra jogar
Embora a apresentação seja uma linha condutora de todas as idéias desenvolvidas, da pra ter uma noção dos temas abordados e acesso ao links de exemplos. Bom proveito!
Assisti “Ensaio sobre a cegueira” e gostei tanto do filme quanto do livro. O primeiro não perde nada em relação ao segundo, pelo contrário, materializa de maneira visual, e não menos emocional, a fantástica história escrita por José Saramago.
Pelo que tenho lido a respeito a crítica não está falando muito bem do filme. Não sei se isso é bom ou ruim, não conheço os conceitos e os interesses que permeiam as análises dos críticos dos festivais de cinema. O festival de Cannes, por exemplo, classificou o filme em penúltimo lugar, para eles o filme dirigido por Fernando Meirelles só é melhor que um pornô Filipino. Mas falar o que de Cannes? Lá também eles costumam premiar inúmeras peças publicitárias fantasmas, fato que nos dá o total direito de questionar a validade do festival.
Mas o que me chamou mais atenção é o protesto que a Associação de Cegos dos EUA está organizando contra o filme. O pessoal de lá se sentiu ofendido com a produção. Definitivamente eles não entenderam a mensagem e a reflexão que a história traz. A cegueira em questão não está na capacidade de visão de uma pessoa, mas sim nos valores do ser humano vivendo em sociedade. Esse é o ponto chave.
Quando elevamos o conceito de cegueira para um universo mais amplo não fica difícil identificar sintomas no meio em que atuamos. Encontramos muita gente vendendo comunicação digital, fazendo seu show particular, utilizando jargões técnicos em seus discursos e, no final, entregando sempre o velho “mais do mesmo”, sem nenhum respeito com o cliente e com o consumidor final. A “epidemia branca” não é exclusividade da ficção do Saramago, e como diz o ditado, “o pior cego é o que não quer ver”.
Reação do José Saramago ao assistir o filme, de arrepiar, literalmente!