Jeancarlo Cerasoli no Casa da Palavra

Convidado especial aborda o Design Thinking como transformador de cultura

Você já parou pra pensar o quanto estamos condicionados às situações que convivemos no dia a dia? Nossas atitudes, gostos e interesses são baseados em tudo o que aprendemos e passamos ao decorrer do tempo. É o que ouvimos, sentimos e vemos. E acredite, tudo isto faz parte do Design Thinking.

Recebemos no Casa da Palavra – projeto de curadoria, Jeancarlo Cesaroli, responsável pelo UI/UX Design da CI&T. Há quase 10 anos é designer de experiência (Campinas e São Paulo), leciona no Senac e escreve semanalmente no Update Or Die.

Em uma conversa enriquecedora, Cesaroli abordou o Design Thinking de maneira esclarecedora, valorizando os processos e metodologias deste segmento. Pensar, criar, testar e acionar pode parecer algo simples, mas não é nada fácil.

Sendo uma forma de pensamento inovadora, o Design Thinking serve para buscar novas alternativas e moldar nossos conhecimentos.

Mas, o que vem depois do Design Thinking?

“Quando a gente pensa em design como algo a ser construído, temos que prototipar, testar possibilidades e cenários diferentes”, explica Cesaroli. Ao dizer isso, nos faz compreender que atender as expectativas de uma marca não está somente em ofertas escancaradas com uma linguagem imperativa – compre, faça, imperdível.

Antes de qualquer decisão, devemos nos preocupar em como chegará para as pessoas, se causará aspectos positivos, se transmite a realidade e se a experiência será boa.

E como descobrir tudo isso?

Testando e compartilhando! Cesaroli abordou que estamos perdendo o sentido do coletivo que a internet nos trazia e isso é preocupante. Quando vamos criar algo, seja lá o que for, a nossa ideia não deve ficar restrita e nem impor uma opinião como certa. “No coletivo não dá pra forçar a barra”, comentou ele.

O Design Thinking, assim como deve ser feito, é um modelo de transformações de culturas em que se não experimentar, talvez os resultados positivos nunca aconteçam. Por isso, a nossa função ao atender uma marca é justamente provocar mudanças onde parecia óbvio e enxergar ‘tudo’ como uma técnica colaborativa de resolver problemas.
Sabe quem pode identificar esses problemas? Qualquer um. Isso mesmo! Esse cara chama-se Problem Finder e pode ser o gestor, o atendimento, o designer, o redator, o mídia, o programador, enfim, pode ser você.

Principais características de um Problem Finder:

  • Sensibilidade com o humano

  • Poder de sintetizar referências

  • Inconformismo com o status quo

  • Visão estratégica e de negócios

  • Habilidade para a mobilização

  • Capacidade analítica

No bate-papo com Jeancarlo Cesaroli, ele demonstrou que devemos usar a realidade a nosso favor para pensar na solução ideal. Mas isto ainda não é a salvação da humanidade. O Design Thinking é o complemento de tudo o que sempre aconteceu ao nosso redor, a essência do ser humano.  

Um ótimo exemplo é uma conversa entre cozinheiros. Você já ouviu? Quando um chef encontra outro o que acontece são trocas de receitas, de temperos e do jeitinho de preparar uma comida. Isto é fantástico! É só pegar as pequenas coisas que você aprende por aí, colocar na sua receita e depois dar para alguém experimentar.

Existe muita gente fazendo coisa boa e o caminho está em provocar o jeito de trabalhar e pensar para facilitar o dia a dia. 

Design Thinking é isso! Valeu Jeancarlo Cesaroli.

Sobre o Casa da Palavra

O Casa da Palavra é um projeto de curadoria de conteúdo da Lampejos Comunicação, com o objetivo de trazer pessoas e experiências que possam agregar diversos aprendizados relacionados às mudanças que a comunicação tem passado com a revolução digital.